Márcia Rocha

Jornalista. Piauiense. Alegre. Feliz. MSN: marciarocha25@hotmail.com ORKUT: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=7731526730046823896

Hoje…

dez, 13/12

Hoje o dia amanheceu cinza, chuvoso e triste…

Tão triste quanto a data que hoje a mim representa…

Até parece que o dia adivinhou que hoje, em mim, seria tempestade

Os pingos que caem lá fora parecem aqueles que caíram no meu rosto o mês inteiro

Espere

ago, 30/08

Espere pelo homem que te chame de linda em vez de gostosa. Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele. Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo. Espere pelo homem que te beije na testa. Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando. Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele. Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura. Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado. Espere por aquele que esperará por você… Aquele que vire para os amigos e diga “É ela!”.
Roubei esse texto da net. Não sei quem escreveu. Mas adorei o conteúdo.

Melhor deixar passar

ago, 26/08

O duro é lidar com uma situação que você sabe que não causou.
É ver as coisas acontecerem e não ter controle sobre a dimensão que elas vão tomando.
Não ter mais o que dizer.
Não ter mais o que fazer.
O duro é não saber.
É se sentir meio inútil às vezes.
Meio estacionado.
Caído no vão entre o que se é, e o que deseja ser.
É morrer de vontade de fazer as coisas.
Tanto, mas tanto que não faz mais nada.
É…
É duro sim.
Não todo tempo.
Não todo dia.
Às vezes.
Hoje.
Amanhã talvez.
Vai saber.
É que hoje eu tô cinza que nem o dia.
E não sou boa companhia.
E tô com aquele gosto de nada.
É que eu tenho uma voz interior que me sabota.
E em dias cinzas assim ela grita alto.
Mas tão alto.
Que eu quase penso que todo mundo pode ouvir.
É. Tem dias assim.
Melhor deixar passar.

Minhas reticências…

ago, 18/08

Nunca se sabe o que pode vir depois de uma reticência… Interrogações? Exclamações? Pontos finais?Uma reticencia é sempre uma surpresa. Não fecha ciclos nem é a afirmação de finalização por meio de três pontos finais.

Sou reticente por excelência. Tenho uma absurda dificuldade em colocar pontos finais quando desejo dar continuidade. Vou suprimindo algumas passagens, deixando no ar alguns sentimentos, retomando alguns parágrafos, por vezes, textos inteiros. Não me completo, não me termino, não me exponho. Deixo no ar, deixo nos três pontinhos.

O que me faz taquicárdica é o meu tormento.

As finalizações só deveriam existir para o que nos mata, não para o que nos faz viver. No entanto quando nos recusamos a fechar ciclos, e insistimos nas reticências corremos o risco de repetir situações e sentimentos.

E … às vezes, eu opto pelo risco!

O cavaleiro e o monge

jun, 25/06

Um cavaleiro e um monge viajavam juntos por uma estrada tortuosa, a chuva fina caía e lhes escorria pelas faces.

Quebrando o silencio que já durava um bom tempo, o cavaleiro finalmente fala:

Você leva uma vida de pobreza, sem jamais conhecer o toque de uma mulher, privando-se de todas as formas de deleite… tudo porque acredita que existe um Deus. Eu não partilho de sua fé. Por isso, sugo o tutano dos ossos da vida, tirando proveito de qualquer oportunidade. Desrespeitei todas as leis criadas pelo homem e pela igreja, e não temo as conseqüências, porque não acredito no seu Deus.

Minha pergunta no entanto é a seguinte:

E se a vida terminar no solo, e o homem não for nada mais do que carne para os vermes?

Você terá passado a vida inteira se privando por nada. E se você morrer e descobrir que Deus não existe?”

O monge pensou a respeito e deu de ombros respondendo:

Nesse caso, suponho que vou ficar triste. Mas diga-me, senhor…

O que acontecerá quando você morrer e descobrir que ele existe?”

Um nó…

mai, 16/05

‘Surpresas, incertezas, esperas pelo acaso! Gostaria de ao menos por alguns instantes poder controlar os acontecimentos ao meu redor…
As incertezas estão me deixando com borboletas no cerébro, no estômago, no coração… tensa, agitada, insegura… Queria ter respostas para as minhas perguntas, ou simplesmente esquecer todos os questionamentos e viver intensamente cada momento. Não tenho a pretensão de acertar o tempo todo, só não queria sentir esse nó na garganta que me diz toda hora que tá tudo errado.”

Mãe, no papo de criança

mai, 8/05

Como hoje é o dia das mães… Olhem que texto mais fofo coloquei pra vocês!

Um papo bem divertido de criança que mostra como nós, em diferentes épocas, nunca entendemos as coisas que nossas mães fazem, só pra nos ver felizes, mesmo quando achamos, que é justamente o contrário… Isso nem sempre é coisa de criança ou loucura de mãe.. rss

Ah… e um dia das mães bem feliz a todas que, por uma benção divina, reproduzem no decorrer dos séculos, o milagre da vida. Em especial, à minha mãezinha!

PAPO DE  CRIANÇA

— E aí, véio?

— Beleza, cara?

— Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

— Quer conversar sobre isso?

— É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

— Como assim?

— Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

— Nunca.

— Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

— Como assim, véio?

— Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

— Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

— Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

— Tipo o quê?

— Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

— Caramba! Mas por que ela fez isso?

— Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

— Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

— E sabe a Francisca ali da esquina?

— A Dona Chica? Sei sim.

— Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

— Putz. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

— Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe mesmo… Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

— Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

— Mas é ruim saber que o casamento deles não está dando certo… Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de ‘Anjo’. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele passar desfilando e tal.

— Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

— É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo, ela disse que a vizinha cria perereca na gaiola… já viu… essa rua só tem doido…

— Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

— É mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.

Escolhas certas?

mai, 4/05

Quando a gente escolhe uma coisa, várias outras ficam pra trás.

E ai bate a dúvida:

Será que estou fazendo o certo?

Será que essa história de amor é a minha?

Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente.

Já não caminho mais sozinha, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem me faz perceber que valeu a pena.

Em busca de…

abr, 29/04

Precisava aprender a ser menos urgente, diminuir a intensidade. Abstrair. Prender as feras, ser mais mansa. Falta um botão de pause por aqui, uma sinaleira interna. Falta algo para acalmar a alma. Eu não dou conta do vício de querer mais. Me aperte o OFF, me reinicie. Onde está a placa de DEVAGAR na minha cabeça? Uma formatação interna cairia bem. Alguém já tentou ser menos? Contraditório pedido, já que, pobre de mim não sou. Tenho avessos subliminares, escondidos, morando junto com a Dona inconstância. O sinal verde pisca e chama  a inquietude. Sou fluídos, lápis borrado, mochila pronta para não ir. Percorro um sorriso de canto de boca, controverso. Felicidade sedutora. Tudo ON. Não aprecio vagos intervalos. Nada é senão agora, ás 3hs da madrugada. Rápido. Preciso parar, mas não abro mão de continuar correndo.  Em busca de. Em busca de.

Concentração

mar, 23/03

 

Concentre-se no que há de positivo em sua
vida, pois aquilo em que você
se concentra, multiplica-se…

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