Márcia Rocha

Jornalista. Piauiense. Alegre. Feliz. MSN: marciarocha25@hotmail.com ORKUT: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=7731526730046823896

Caio..

mar, 23/03

“Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia… saberíamos.”
(Caio Fernando Abreu)

Quando…

mar, 20/03

“Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam
e o corpo desobedece

(principalmente quando isso acontece)
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar.”

(Martha Medeiros)

Bem assim…

mar, 14/03

Dias tristes, vontade de fazer nada, só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus desejos valem de algo, dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e eu posso tornar tudo realidade.

Caio Fernando Abreu.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

mar, 1/03

Estranho! Há um tempo atrás, estava eu pensando no 01/03 como uma data muito especial. O poema de Luís Vaz de Camões descreve bem o que estou tentando dizer, ou não:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”

Hoje…

dez, 13/12

Hoje o dia amanheceu cinza, chuvoso e triste…

Tão triste quanto a data que hoje a mim representa…

Até parece que o dia adivinhou que hoje, em mim, seria tempestade

Os pingos que caem lá fora parecem aqueles que caíram no meu rosto o mês inteiro

Espere

ago, 30/08

Espere pelo homem que te chame de linda em vez de gostosa. Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele. Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo. Espere pelo homem que te beije na testa. Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando. Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele. Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura. Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado. Espere por aquele que esperará por você… Aquele que vire para os amigos e diga “É ela!”.
Roubei esse texto da net. Não sei quem escreveu. Mas adorei o conteúdo.

Melhor deixar passar

ago, 26/08

O duro é lidar com uma situação que você sabe que não causou.
É ver as coisas acontecerem e não ter controle sobre a dimensão que elas vão tomando.
Não ter mais o que dizer.
Não ter mais o que fazer.
O duro é não saber.
É se sentir meio inútil às vezes.
Meio estacionado.
Caído no vão entre o que se é, e o que deseja ser.
É morrer de vontade de fazer as coisas.
Tanto, mas tanto que não faz mais nada.
É…
É duro sim.
Não todo tempo.
Não todo dia.
Às vezes.
Hoje.
Amanhã talvez.
Vai saber.
É que hoje eu tô cinza que nem o dia.
E não sou boa companhia.
E tô com aquele gosto de nada.
É que eu tenho uma voz interior que me sabota.
E em dias cinzas assim ela grita alto.
Mas tão alto.
Que eu quase penso que todo mundo pode ouvir.
É. Tem dias assim.
Melhor deixar passar.

Minhas reticências…

ago, 18/08

Nunca se sabe o que pode vir depois de uma reticência… Interrogações? Exclamações? Pontos finais?Uma reticencia é sempre uma surpresa. Não fecha ciclos nem é a afirmação de finalização por meio de três pontos finais.

Sou reticente por excelência. Tenho uma absurda dificuldade em colocar pontos finais quando desejo dar continuidade. Vou suprimindo algumas passagens, deixando no ar alguns sentimentos, retomando alguns parágrafos, por vezes, textos inteiros. Não me completo, não me termino, não me exponho. Deixo no ar, deixo nos três pontinhos.

O que me faz taquicárdica é o meu tormento.

As finalizações só deveriam existir para o que nos mata, não para o que nos faz viver. No entanto quando nos recusamos a fechar ciclos, e insistimos nas reticências corremos o risco de repetir situações e sentimentos.

E … às vezes, eu opto pelo risco!

O cavaleiro e o monge

jun, 25/06

Um cavaleiro e um monge viajavam juntos por uma estrada tortuosa, a chuva fina caía e lhes escorria pelas faces.

Quebrando o silencio que já durava um bom tempo, o cavaleiro finalmente fala:

Você leva uma vida de pobreza, sem jamais conhecer o toque de uma mulher, privando-se de todas as formas de deleite… tudo porque acredita que existe um Deus. Eu não partilho de sua fé. Por isso, sugo o tutano dos ossos da vida, tirando proveito de qualquer oportunidade. Desrespeitei todas as leis criadas pelo homem e pela igreja, e não temo as conseqüências, porque não acredito no seu Deus.

Minha pergunta no entanto é a seguinte:

E se a vida terminar no solo, e o homem não for nada mais do que carne para os vermes?

Você terá passado a vida inteira se privando por nada. E se você morrer e descobrir que Deus não existe?”

O monge pensou a respeito e deu de ombros respondendo:

Nesse caso, suponho que vou ficar triste. Mas diga-me, senhor…

O que acontecerá quando você morrer e descobrir que ele existe?”

Um nó…

mai, 16/05

‘Surpresas, incertezas, esperas pelo acaso! Gostaria de ao menos por alguns instantes poder controlar os acontecimentos ao meu redor…
As incertezas estão me deixando com borboletas no cerébro, no estômago, no coração… tensa, agitada, insegura… Queria ter respostas para as minhas perguntas, ou simplesmente esquecer todos os questionamentos e viver intensamente cada momento. Não tenho a pretensão de acertar o tempo todo, só não queria sentir esse nó na garganta que me diz toda hora que tá tudo errado.”
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